Pontos de fuga em retratos

Hoje é um daqueles dias que eu estou brainstorming, tive contato com alguns livros na semana passada e li um par de frases que desencadearam pensamentos e muitas ideias, por coincidência, um dos autores era assim que nem eu, vivia tendo insites sem ter tempo para executar, foi quando resolveu escrever o livro juntando tudo o que ele tinha anotado sem se preocupar com a ordem.

Eu não sou escritora e nem tenho a pretensão, aliás, sou sim, mas escrevo com luz (hahaha… piadinha fotográfica!) 😀 . Essa introdução é só para dizer que eu pretendia escrever sobre pontos de fuga (vanishing points) em retratos há bastante tempo, mas só agora tive o insite/oportunidade. Pesquisei um pouco web afora e não encontrei nenhum artigo que falasse do uso de pontos de fuga especificamente em retratos, então me animei de escrever, lógico que deve ter, eu que não procurei o suficiente…mas enfim…

No final do post vou colocar o link para alguns textos interessantes que encontrei, eles falam do uso de pontos de fuga como elemento de composição e também fazem um breve histórico, já que essa ferramenta, por assim dizer, era usada por grandes artistas muitos séculos atrás.

A forma mais fácil de visualizar pontos de fuga é na fotografia de paisagem e arquitetura, pois as linhas do horizonte e de construções se deitam e se levantam bem na nossa frente. Confesso que comecei a incorporar essas linhas nos meus retratos de forma meio instintiva, sem a real intensão de usá-las na composição, mas depois de alguma análise passei a achar resultados interessantes e a procurar as linhas na hora de compor.

PAREDES

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Paredes com linhas aparentes são excelentes direcionamentos para o olhar. Eu sou apaixonada por grandes aberturas (fotografo geralmente na maior abertura da lente) e desfoque, então por conta disso as linhas não ficam tão evidentes, mas acredito que se os retratos forem feitos a f/3.5 em diante o resultado seja mais contundente. Bem, como sempre, depende da intensão e estilo do fotógrafo.

LINHAS REAIS

Chamei de linhas reais aquelas que são palpáveis, como vigas, corrimãos, etc. Essas ficam apenas esperando que a gente posicione os modelos. O ensaio da Lorena no Porto de Itacoatiara foi feito todo trabalhado nas linhas de fuga das estruturas de ferro do lugar.

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RUAS E CORREDORES

Posicionar o assunto no centro de corredores, ruas, estradas, caminhos, pontes, etc. também dá um efeito bacana na composição. Volto a lembrar, eu sou a maria-desfoque, então as linhas não ficam tão evidentes. O meu foco é o modelo.

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As duas fotos a seguir são do Bernardo Moreira, um fotógrafo de Brasília de quem eu sou super fã:

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Sobre o livro que citei no início, se chama Ostra feliz não faz pérola, de Rubem Alves. Aqui vão os links para quem quiser ler mais sobre pontos de fuga:

Definição de ponto de fuga

Como usar ponto de fuga em fotografias

Composição usando linhas guias e pontos de fuga

O horizonte é literalmente o limite em fotos assim. Para ver mais fotos dos meus trabalhos acessem o menu Portfólio ali em cima, também posto com certa regularidade no instagram @_ianegomes_.

Quero saber o que acharam do assunto e do tipo de post, aguardo feedback de vocês. Obrigada por chegar até aqui.

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