O dia do meu aniversário – em fotos!

Ainda na vibe das fotos em preto e branco granuladas, ontem registrei o máximo que pude do meu dia – especialmente por ser meu aniversário. Foi uma terça-feira de final de período no instituto, um dia super comum e cheio de trabalho como minha rotina é normalmente. A única forma de torná-lo memorável seria fazer algumas fotos que contassem a história.

Pela manhã fiz um cartãozinho com meus carimbos lindos para que o meu dia começasse feliz, e, fotografei. O período da manhã é quando estou em casa, postei no Facebook, respondi as felicitações e aproveitei para trocar alguns dos meus cactos de lugar. É que eu notei que a janela do banheiro social recebe bastante luz durante o dia e na minha opinião eles estão precisando de mais sol. Quero saber se eles vão se desenvolver melhor que os outros que eu deixei em outros pontos da casa.

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Cartão que fiz para mim mesma.
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Cactos e suculentas que agora moram na janela do banheiro.

À tarde fui trabalhar. Meu ambiente de trabalho não é muito fotografável e eu achei que talvez os outros professores talvez não ficassem à vontade de serem fotografados na nossa sala, então eu não cliquei nada.

Às 16:51 eu saí para o meu intervalo. Eu e meu marido fomos lanchar no Café da Fátima, meu lugar preferido para comer aqui em Itacoatiara. Tomei café com leite, comi dois tipos de torta salgada e rabanada, pois é… não economizei mesmo! Para o meu próprio bem preciso frequentar este local o mínimo possível, por que tudo o que eu gosto tem lá, bem no horário que estou mais faminta. Oh, céus!

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Meu lanche de aniversário.
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Foto feita pelo Luís Antônio ❤

Então, à noite segui para o meu segundo turno de trabalho. Hoje foi o dia da apresentação do TCC de duas alunas, fechei um ciclo de trabalho da primeira parte de um projeto de pesquisa que desenvolvo sobre a arborização urbana da cidade. Uma grande vitória! Foi o quinto trabalho de conclusão de curso que orientei no período de um ano, seis alunas no total. Na semana passada eu participei de um evento onde fiz uma palestra sobre esses projetos, tem algumas fotos aqui.

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Mariles e Sandra após a apresentação.
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As alunas levaram um bolo pra mim \0/

Para finalizar o dia, assisti Master Chef Brasil, que adoro, e, fui dormir.

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A foto está torta por que eu estava assistindo neste ângulo 🙂

Estou numa das fases menos glamourosas da minha vida, mas isso não é uma reclamação, é um fato, é uma fase mesmo, eu sei que vai passar. Eu fiz 31 anos. Mentalmente me sinto melhor do que nunca, aliás eu fui treinada a vida toda para trabalhar com a mente, então se eu fosse ilustrar o meu cérebro ele seria tipo um fisiculturista. A fotografia, inclusive, tem contribuído enormemente. Não apenas no âmbito intelectual, mas me sinto realmente madura e com uma compreensão melhor sobre a vida e as pessoas.

Em contrapartida, minha situação física é inversamente proporcional. Nunca fui esportista nem fitness, mas sempre fiz atividade física – até alguns anos atrás. Depois que comecei a trabalhar não sobrou mais tempo pra mim, simplesmente não tenho forças. Eu só penso desesperadamente em descansar e ficar em casa, pra compensar o tempo que eu passo fora. Ontem parei um pouco para refletir sobre isso, não é simples de resolver, meu corpo grita por uma pausa, pede mais cuidados e por mais que eu esteja escutando isso, simplesmente não posso parar por que neste momento preciso muito do meu salário. Sem ele eu não posso sustentar o que a fotografia significa pra mim e isso seria muito triste.

Às vezes me sinto como um daqueles atletas que correm os 100 metros rasos que precisam dar todo o gás na largada, tomar vantagem e tentar ganhar a corrida com essa vantagem. Eu sou o atleta e a pista é a minha vida. Eu dei muito gás na largada, tudo foi muito duro e muito difícil, consegui uma certa vantagem e tô naqueles metros finais para vencer a corrida, então por mais que as minhas forças físicas estejam se esvaindo, preciso pensar que em breve poderei tomar um outro rumo e descansar mais, ter mais qualidade de vida e viver a fotografia como eu desejo.

Mas é assim, ninguém disse que seria fácil! Estou muito agradecida a Deus por mais um ano de vida, pela família maravilhosa que eu tenho e pela força que Ele me dá para vencer. Tem uma frase que eu gosto muito que diz:

“Por muito tempo fui tudo o que pude, agora sou tudo o que quero.”

Obrigada por chegar até aqui e por acompanhar minha caminhada.

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